Perda auditiva: o que é e quais os tipos

Pode não parecer, mas a perda auditiva não afeta só os ouvidos. Ela gera dificuldades na comunicação, o que pode isolar o paciente e levá-lo à depressão.

A maioria dos déficits na audição são detectados pelo exame de audiometria. À medida que o envelhecimento se aproxima, um check up do ouvido se torna ainda mais importante.

E agora? Como ocorre a perda da audição? Tem tratamento? Leia mais!

O que é perda auditiva e de que formas ela pode ser?

A perda da audição é o déficit sensorial mais comum e, na maioria das vezes, está associada ao avançar da idade — que é algo que chega para todos nós, não é?

Há projeções que, em 2050, 1 a cada 4 pessoas terá perda auditiva, como consta no Relatório Mundial sobre Audição da Organização Mundial da Saúde (OMS). O motivo? No planeta serão 2 bilhões de idosos. Só no Brasil, essa população vai triplicar — compondo 29,3%.

Para tentar evitar esse quadro na velhice, fase em que é possível sim ter saúde, basta começar os cuidados o quanto antes, como evitar música alta, limpar os ouvidos da forma correta, entre outros.

Agora, conheça os possíveis tipos de perda auditiva:

Condutiva

Está relacionada a um problema na condução do som pelos ouvidos. É uma perda que ocorre quando há excesso de cera e deformidade nas orelhas, por exemplo. Esquematicamente, é o déficit auditivo que atinge a região mais externa do ouvido.

Neurossensorial

Em uma região um pouco mais interna do ouvido, pode surgir a perda auditiva neurossensorial. Consiste no dano às células sensoriais do ouvido interno, ou seja, o som chega mas não é “reconhecido”. 

Mista

Caso a dificuldade de ouvir aconteça por falta de condução e reconhecimento do som, isto é, na região externa e média do ouvido, a perda é considerada mista. Esse caso um pouco mais grave está mais associado a infecções crônicas e traumas.

Neural ou retrococlear

É a dificuldade de ouvir devido a algum problema na região mais interna do ouvido, envolvendo o nervo auditivo A disfunção, nesse tipo de perda auditiva, ocorre na comunicação entre o ouvido e o cérebro.

Quais as maiores causas da perda auditiva?

Há uma variedade de fatores que podem culminar com o déficit auditivo. Além do envelhecimento, veja outros:

  • otites frequentes;
  • traumas no ouvido;
  • excesso cera;
  • doenças infecciosas, como meningite e sarampo;
  • corpos estranhos no ouvido;
  • utilização de medicamentos ototóxicos;
  • ruídos no ambiente de trabalho.

Vale ressaltar que, cada causa e severidade do quadro, pode resultar em graus diferentes de perda da audição.

A audição normal capta sons menores ou iguais a 20 decibéis. Perdas leves ficam na faixa dos 21 a 40 decibéis, enquanto nos casos de perda total, a redução é de mais de 120 dB.

Felizmente, a maioria dessas causas são evitáveis, como as inflamações no ouvido, o excesso de cera e as medicações tóxicas. 

Além disso, outras medidas preventivas incluem o uso de Equipamentos de Proteção Individual, caso haja muitos ruídos no trabalho, a realização de audiometrias anuais etc.

É possível recuperar a audição?

Agora que você entendeu os mecanismos mais frequentes da perda da audição, veja como funcionam alguns dos possíveis tratamentos.

Medicamentos

Após uma avaliação profunda, o otorrinolaringologista pode prescrever medicamentos específicos e aliviar o problema de forma conservadora.

Aparelhos auditivos

São dispositivos eletrônicos capazes de amplificar o volume dos sons. No mercado, existem opções com diferentes tamanhos, formatos de botões e funcionalidades visando a adequação ao maior número de perfis de pacientes.

Implantes

Se o paciente não se adaptar ao aparelho auditivo, ele pode fazer o uso do implante — que pode ser do ouvido médio ou coclear. Eles também são eletrônicos e transformam os sons em sinais elétricos ou, ainda, estimulam o nervo auditivo.

Cirurgias

Quando a perda auditiva é desencadeada por fatores físicos, como perfuração no tímpano e calcificações, o tratamento consiste em um procedimento cirúrgico simples. 

Toda perda auditiva, seja qual for seu tipo e local de acometimento, tem tratamento. Com o avançar da idade, ela pode surgir, invariavelmente. Mas, quando a intervenção é feita o quanto antes, é possível evitar os agravos.
Você já teve dificuldade em conversar em lugares lotados ou com muitos ruídos? Acredita que mal ouve os sons do dia a dia, como as batidas do relógio? Procure uma unidade Oto Grupo!

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