Teste da orelhinha: o que é e quando fazer

O teste da orelhinha, assim como o mais famoso exame neonatal teste do pezinho, tem total importância para a saúde dos recém-nascidos.

A avaliação é simples e não envolve furos ou injeções. Além disso, pode ser feita algumas semanas após o nascimento do bebê.

Logo mais, você vai conhecer o teste e alguns sinais de deficiência auditiva nos neonatos. 

O que é o teste da orelhinha?

O teste da orelhinha, também conhecido como emissão otoacústica ou triagem auditiva neonatal, é um exame que verifica se as vias auditivas do bebê estão normais. 

Todo ser humano adquire sua função de escutar a partir do 5º mês, ainda na barriga da mãe. 

Assim, depois do parto, para garantir que a capacidade auditiva do recém-nascido está como o esperado, o fonoaudiólogo realiza esse teste. 

No caso de uma mãe que optou pelo parto natural em casa, ela deve levar a criança para alguma instituição de saúde em até três meses.

Mas como é esse teste da orelhinha?

O exame é bastante simples e dura até 10 minutos. O profissional coloca um fone de ouvido acoplado, a um computador, nas orelhas do bebê. 

Depois, o aparelho emite sons de baixa intensidade, o software conectado recolhe as reações do ouvido interno e, assim, traça um gráfico para que o profissional de saúde interprete.

Se houver alguma anormalidade, a criança repete o teste, faz outros exames e é encaminhada para tratamento. 

Além disso, depois da avaliação, os pais recebem um guia sobre o desenvolvimento do sistema auditivo dos bebês. Nele, estão descritos todos os avanços que as crianças devem ter, até mesmo para desenvolverem a linguagem oral.

Até porque o fato de o teste da orelhinha apontar normalidade, não garante que nos próximos meses o bebê continuará com as funções auditivas normais. Doenças genéticas ainda podem aparecer, assim como traumas, entre outras intercorrências. Daí a importância de fazer esse acompanhamento contínuo.

Quando é indicado realizar o exame?

O teste da orelhinha é obrigatório, determinado, inclusive, pela Lei nº 12.303/2010. Um dos motivos para existir uma lei obrigando o exame, provavelmente, se deve à incidência da surdez nos neonatos. É estimado que um a cada mil pacientes apresentam algum problema auditivo.

Entre os fatores que levam aos distúrbios da audição nos recém-nascidos estão:

  • malformações congênitas;
  • doenças genéticas ou infecciosas na mãe do bebê, como toxoplasmose;
  • exposição da mãe à radiação;
  • intercorrências no parto;
  • infecções hospitalares no bebê.

O que o teste da orelhinha pode detectar?

A avaliação é capaz de diagnosticar a maioria das perdas auditivas, das mais graves até as mais leves. Geralmente, essas deficiências podem ser de dois tipos:

Perda auditiva condutiva

Ocorre quando o bebê tem dificuldade na audição devido a alguma barreira física, como um acúmulo de líquido no ouvido médio ou por anormalidade nos ossinhos. 

Como essa perda é mecânica, quase sempre ela é reversível.

Perda auditiva neurossensorial

Normalmente, tem um componente genético envolvido. A alteração se encontra no ouvido interno ou nos nervos que transmitem os sons para serem processados no cérebro. Pode também ocorrer por meningite, traumatismo craniano, uso inadequado de medicamentos etc.

Uma vez que a perda auditiva pode acontecer, infelizmente, depois de realizado o teste da orelhinha, é recomendado se atentar para os possíveis sinais desse problema, como:

  • a criança não vira a cabeça quando falam com ela;
  • depois de dois meses de idade, ela não balbucia ou tenta fazer sons com a boca;
  • ela não sorri quando os pais começam a falar;
  • não se assusta com sons repentinos e de alta intensidade;
  • o bebê não segue o barulho do som dos brinquedos, como um chocalho.

Como funciona o tratamento da perda auditiva infantil

Primeiro, as opções variam com a gravidade da deficiência, se é leve, moderada ou grave. Normalmente o tratamento varia entre aparelho auditivo, implante coclear ou implante de condução óssea. 

O tratamento e a reabilitação, lembrando, têm um papel vital na vida da criança. Sem a devida intervenção, ela poderá ter dificuldades não só para ouvir, como para falar, aprender e até mesmo desenvolver seu comportamento.

Dessa forma, você viu que o teste da orelhinha é um procedimento rápido, mas com grande relevância para o desenvolvimentos dos bebês. Mesmo depois de realizado, é importante acompanhar todo o desenvolvimento da criança para prevenir a perda auditiva adquirida por algum outro fator.
Gostou de conhecer a importância desse teste? Se você ainda não levou o seu bebê para realizar o exame, entre em contato!

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