Tontura: principais causas e como tratar

Segundo a Sociedade Brasileira de Otologia (SBO), 3 em cada 10 pessoas tem ou já teve tontura. Além dessa alta prevalência, há vários tipos de vertigem, com dezenas de possíveis causas ou doenças associadas.

Vertigem, desorientação, pré-sincope, confusão mental, fraqueza ou instabilidade postural. Todos esses termos são utilizados popularmente como sinônimos para tontura, mas cada um, na verdade, indica uma alteração diferente que pode acontecer no corpo.

Neste artigo, você vai entender algumas das causas de cada classe de tontura e como tratá-las. 

O que é e quais os tipos de tontura

A tontura é uma sensação de desequilíbrio que dura em torno de 1 minuto. 

Podem se associar outros sintomas, como dor na cabeça ou no pescoço, dificuldade para andar, desmaio, zumbido no ouvido e dificuldade para ouvir, ver, falar ou engolir — quando esses sinais aparecem, inclusive, é necessário procurar atendimento médico imediatamente. 

Agora, entenda a classificação das tonturas:

Tontura por labirintite ou vertigem

É a vertigem propriamente dita, isto é, a sensação de que você ou o mundo está girando ou balançando. 

Esse tipo de tontura é o principal sintoma da labirintite, que se trata de uma inflamação viral no nervo vestibular, localizado no ouvido. A vertigem somada ao zumbido ou chiado no ouvido, geralmente, indica Doença de Ménière.

Tontura neurológica ou desequilíbrio

Em vez de giro, neste caso, em particular, o paciente começa a cambalear, por falta de equilíbrio e é mais comum entre os idosos. 

A tontura neurológica, ou ‘nas pernas’, está relacionada a alterações na visão, doenças no Sistema Nervoso, traumas na cabeça, enxaquecas, diabetes (por conta da neuropatia diabética) e uso prolongado de alguns medicamentos, como antidepressivos. Doenças específicas também podem gerar esse tipo de tontura, como a Migrânea Vestibular e a Vertigem Fóbica.

Tontura associada à mecânica neurológica

É a variedade de tontura relacionada aos problemas de circulação no cérebro. Quando o sangue não chega adequadamente ao órgão, o corpo reage com desmaio, sensação da ‘cabeça pesada’ e escurecimento da visão, por exemplo, que são as características mais comuns dessa tontura. Derrames e Esclerose Múltipla podem gerar essa modalidade de vertigem.

Tontura por alterações da pressão arterial

É a lipotímia ou pré-síncope, ocasionada comumente pela queda na pressão arterial ao se levantar da posição deitado ou sentado. Acontece quando o sangue não circula adequadamente e se acumula nas pernas e no tórax. 

Tontura inespecífica 

São as tonturas ocasionadas por metabolismo alterado, como diabetes descompensada, depressão e ansiedade. A alteração da frequência respiratória desencadeada por crises emocionais leva a esse problema, além de formigamentos e aumento dos batimentos cardíacos.

Principais causas das tonturas

Considerando os tipos de tontura citados, já é possível entender algumas das causas, como labirintite, doenças neurológicas, problemas de circulação e alterações na saúde mental. Mas pode-se levantar alguns outros fatores, como:

  • anemia;
  • hipoglicemia;
  • desidratação;
  • excesso de exercício físico;
  • alterações bruscas de pressão atmosférica, como ocorrem nos mergulhos;
  • excesso na ingestão de cafeína;
  • desvios na coluna cervical ou alterações articulares na mandíbula.

Como funciona o tratamento

Para a tontura secundária à labirintite, é recomendável procurar um otorrinolaringologista. Além de ser uma doença séria, que causa irritação no ouvido interno, o seu diagnóstico é complexo. Ela necessita de uma avaliação clínica completa, testes laboratoriais e análise de movimentos corporais que causam a tontura.

Entre os medicamentos para labirintite, estão a Flunarizina, Prometazina e Betaistina. Eles aliviam a vertigem, as náuseas causadas pela sensação de movimento e melhoram a circulação no ouvido.

Em relação à tontura associada a distúrbios neurológicos, como a enxaqueca, os medicamentos também integram o tratamento de primeira escolha — além das mudanças dos hábitos de vida. O tratamento funciona em conjunto com um neurologista.

Nos casos de lipotímia e causas gerais, os pacientes devem melhorar a hidratação tomando, pelo menos, 8 copos de água por dia, praticar exercícios físicos, usar meias compressivas e tomar os medicamentos que tratam as causas da tontura. Por fim, a tontura relacionada à ansiedade pode ser tratada com técnicas de relaxamento e antidepressivos.

Os quadros de tontura possuem uma variedade de nuances, fatores causais e tratamentos. Se a vertigem durar em torno de 1h, é extremamente necessário receber atendimento médico
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